A ETERNIDADE DO SER - Livro de Hideraldo Montenegro
A consciência se move em nós, mas, em nós, algo permanece imóvel. No
movimento da consciência eu estou. Naquilo que não se move eu sou. Na
consciência, ora estou assim ou assado. Porém, estando assim ou
assado, permaneço sendo eu. Isto, que existe em mim constantemente, é
permanente.
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Eu sei que sei. Eu sei que sou. Eu sou nas coisas e as coisas são em
mim, mas se as coisas não são em mim, ainda assim, eu sou em mim. Eu
não existo porque as coisas existem em mim. As coisas existem em mim
porque eu existo.
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O EU não se move e não pode ser movido, porque é absoluto. O que
existe como idéia e vivência é a consciência. A percepção se move, mas
a percepção só se move naquilo que não se move porque, caso contrário,
a percepção não existiria. Para existir a percepção é necessário um
ponto fixo. O movimento só é percebido se existir o imóvel para
percebê-lo. Se tudo se movesse no movimento, então, o movimento não
seria apreendido. A existência do EU não depende da consciência para
existir porque não pode haver dependência no absoluto. E, o EU é
absoluto porque não varia.
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